domingo, 24 de janeiro de 2010

Desculpe...

O que eu queria dizer é: sim eu perco a paciência!!!!! Desculpe mas é verdade!!!! E sim, eu me sinto culpada por isso, mas eu não estava preparada, e acho que mesmo que estivesse não seria diferente! Que mãe nunca perdeu a paciência ao ter que ficar acordada durante a madrugada, que nunca teve vontade de simplesmente fazer de conta que não estava ouvindo aquele chorinho de manha (sim de manha porque a gente sabe quando é manha e quando é sério), que nunca teve vontade de simplesmente poder terminar algo antes de ser interrompida por aquela pessoinha que simplesmente quer um colinho e um pouquinho de atenção...
Desculpe... eu sou essa mãe!!!!!!! E isso não significa que eu não a ame, ou me arrependa... é que simplesmente eu sou humana e ainda estou aprendendo!!!!!

Responsabilidade...

Algumas pessoas não entendem que ser mãe não é só amor e carinho, é também responsabilidade... É fácil criticar atitudes, dar palpites... o fato é que só a gente sente o peso dessa responsabilidade.
Primeiro é a gestação, temos que tomar 1001 cuidados, porque o bem estar do bebê depende só e unicamente de nós, depois quando nasce é ainda mais complicado porque continua unicamente dependendo de nós... tem que amamentar, cuidar da higiêne, lavar e passar as roupinhas e principalmente educar... é por isso que muitas vezes e perco a paciência, porque isso é o que ninguém entende! É fácil criticar, mas quando o chorinho aperta é a mãe que tem que adivinhar o que o bebê quer, tem que dar carinho e fazê-lo acalmar... é a gente que deixa de ser mulher pra ser mãe...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Família

Para nosso conhecidíssimo amigo o Aurélio : F A M Í L I A - pessoas aparentadas que vivem na mesma casa, particularmente pai, mãe e filhos; porém só fui entender o significado dessa palavra quando toda minha família se separou. Meus pais foram para o Japão, meu irmão foi morar com uma tia (irmã da minha mãe) e o outro com um tio (irmão do meu pai) , eu já morava com meu noivo.
Foi muito difícil, senti tanta falta dos pais; era como se um imenso buraco se abrisse no meu peito e nem que eu sentasse as margens do rio Pietra e chorasse eternamente aquela dor passaria, me arrependia por ter sido tão ausente, quantos fins de semana eu passara fora em baladas, quantos almoços de domingo em família eu perdi... tudo porque eu achava que estava curtindo a vida, aproveitando... nunca me passou pela cabeça que eu poderia fazer as duas coisas...
Hoje eles estão de volta, e toda oportunidade que eu tenho de estar com eles eu não perco, porque eu sei quão importante eles são pra mim, meus irmãos continuam cada um na casa de um tio, a gente não precisa morar na mesma casa pra estar junto... a gente mora tudo junto no coração um do outro, mesmo com nossas diferenças hoje a gente se entende mais do que antes ...
Sei que hoje formei outra família, um marido e uma filha e família é isso... tudo isso...
Família, família
Papai, mamãe, titia,
Família, família
(nem sempre) Almoça junto todo dia (mas pelo menos aos domingos né),
Nunca perde essa mania
Mas quando a filha quer fugir de casa (eu não fugi, amasiei rsrs)
Precisa descolar um ganha-pão (eu já tinha o ganha pão, o marido rsrs)
Filha de família se não casa
Papai, mamãe, não dão nenhum tostão (isso é verdade!)
Família ê
Familia á
Família
Família, família
Vovô, vovó, sobrinha
Família, família
Janta junto todo dia (nem sempre, mas adoro uma jantinha na casa da mãe)
Nunca perde essa mania
Mas quando o nenê fica doente
Procura uma farmácia de plantão
O choro do nenê é estridente (não é tanto assim não)
Assim não dá pra ver televisão (não dá pra ver porque todos querem adular o nenê)
Família ê
Familia á
Família
Família, família,
Cachorro, gato, galinha
Família, família,
Vive junto todo dia,
Nunca perde essa mania
A mãe morre de medo de barata (eu morro de medooooo)
O pai vive com medo de ladrão
Jogaram inseticida pela casa (sempre)
Botaram um cadeado no portão (faz parte)
Família ê
Familia á
Família

Ser mãe é......

Finalmente depois de tanta espera minha pequena nasceu no dia 3 de dezembro. Tudo, tudo foi tão diferente do que eu imaginava ou queria, não senti as tais dores do parto, minha bolsa não estourou... sim, sim, eu queria sentir dor, eu queria saber como é... mas agora eu sei o que é uma cesárea, ter uma cicatriz que vou carregar pro resto da vida como lembrança do dia mais feliz da minha vida, se bem que não só a cicatriz irá me acompanhar, tem também as estrias..... uma comunidade inteira delas se alojou na minha barriga!!!! Gostaria de poder despejá-las...
A cesárea não foi tão ruim, se bem que eu nunca sequer passei por qualquer tipo de cirurgia e a única anestesia que tomei até hoje foi para arrancar um dente, beeeeeemmmmm diferente. Eu achava o máximo ficar com a boca e língua dormente, até babar era diverdito mas não sentir as pernas foi a coisa mais horrível do mundo!!!! Depois do parto quando fui pra sala de espera eu me sentia como Kill Bill, me concentrava ao máximo e tentava mexer o dedão do meu pé... quando finalmente consegui, cai da maca, me arrastei até o berçario pra ver minha filha... claro que isso foi só na minha imaginação!!!
A parte pior da cesárea é que eu mal pude ver minha filha quando ela nasceu, foi tão rápido, tiraram ela de mim e simplesmente levaram, foi uma rápida olhada, eu nem pude pegar ela um pouquinho, dar um beijinho... eu estava praticamente cruxificada na mesa de cirurgia, um braço de um lado com soro, outro com aparelhos para medir a pressão... mas acho que mesmo que tivesse tido a oportunidade de tê-la em meus braços mal conseguiria enxergar, meus olhos estavam tão inchados por chorar que eu mal podia abri-los...
O que mais me ajudou durante o parte foi a presença do Richard, que me apoiou e ajudou durante toda a gravidez, como poucos eu imagino, ele teve uma paciência que nem eu tive comigo mesma e na hora mais importante das nossas vidas ele estava lá, mais branco do que de costume mas estava lá... fiquei com inveja dele pois ele viu a carinha dela antes de mim... mas tudo bem eu vou ter o resto da minha vida pra poder olhar pra ela...
Ser mãe é tudo isso, é uma emoção em cada detalhe, é uma lágrima de felicidade, é um medo desconhecido, uma curiosidade angustiante, é uma alegria sem motivo, um motivo pra muitas alegrias... e tudo isso se resumiu nos instante em que finalmente eu pude tê-la em meus braços... mesmo sem poder me mexer por causa da bendita anestesia, eu segurei ela bem de pertinho... e aquela pessoinha que me chutava todos os dias estava alí, tão quetinha... tão perfeita... e eu pensei isso é que é ser mãe!!!!